Classificação: 
Valor médio: R$50,00
Comparar preços
chegando meu aniversário... não seria uma má ideia!!! hueihuei
Em uma paisagem de fábula, entre colinas e ruínas criadas pelo vento, um duelo foi declarado. Luigi Cascioli, o acusador, foi seminarista na juventude. Hoje é ateu e vive cercado de livros anticlericais. Em uma igreja de Bagnoregio, na Itália, vive o acusado. Monsenhor Enrico Righi é um padre de paróquia e passa as tardes diante da cruz. Os dois estudaram no mesmo seminário nos tempos duros do pós-guerra. Com mais de 70 anos, Luigi e Enrico se encontraram de novo num tribunal. Luigi denunciou Enrico e toda a teoria cristã.
A denúncia foi apresentada na Procuradoria da República em setembro de 2002 e causou embaraço entre os moradores de Bagnoregio. O pároco da cidade foi acusado de enganar o povo por pregar que Jesus Cristo realmente existiu e que nasceu em Belém, de uma virgem de nome Maria.
"Eu denunciei a Igreja, na figura do padre, por abuso da credulidade popular, da ignorância do povo", explica Luigi.
"Pareceu-me estranho. Nunca ninguém tinha me chamado de ‘embrulhão’. Eu sou um entre 30 mil párocos na Itália que pregam a mesma coisa. No mundo, somos 500 mil párocos e cremos na mesma coisa. Pareceu-me absurdo, fiquei muito surpreso", conta padre Enrico.
Luigi diz que não discute teologia, mas história, e que não há provas históricas da existência de Jesus, apenas relatos feitos por cristãos. O ex-seminarista sustenta que a vida de Jesus foi inventada, inspirada na história de outra pessoa.
"Tudo que se refere a Cristo foi tirado da vida de João de Gamala, que era filho de Judas Galileu e marido de Maria Madalena. Segundo cálculo dos cristólogos, João de Gamala foi crucificado entre os anos 37 d.C. e 42 d.C.", diz Luigi.
A fonte mais importante do acusador é um historiador da Antigüidade, Flávio Josefo, que nas suas obras, de fato, narrou partes da vida de João de Gamala.
"Não tem motivo para incriminar uma pessoa porque ela fala de outra. Eu falo bem de Jesus; ele fala mal. Estamos quites. É difícil fazer pesquisas de quem viveu há dois mil anos", diz padre Enrico.
O acusador também cita dois apóstolos de Cristo, Pedro e Tiago Menor, para reforçar a tese de que Jesus não existiu. "Nós temos o testemunho escrito por Flávio Josefo de que Pedro e Tiago foram mortos no ano de 44 d.C., acusados de serem rebeldes revolucionários. Como a Igreja pode dizer que no ano 60 d.C. Pedro foi a Roma e se tornou o primeiro Papa?", questiona Luigi.
"Nunca pensei em indagar a existência de Deus. Eu acredito e pronto. Se ele é ateu, eu não o denuncio por isso. Não entendo por que ele me denunciou só porque sou cristão", diz o acusado.
No ano passado, padre Enrico foi convocado pela Justiça e teve que contratar um advogado de defesa. Em janeiro aconteceu a primeira sessão do julgamento, no Palácio da Justiça de Viterbo, perto de Bagnoregio.
O caso ficou conhecido como o "Tribunal de Jesus" e mobilizou a Corte da cidade de Viterbo. Uma sala chegou a ficar repleta de curiosos que queriam acompanhar o julgamento de Cristo, mas o juiz arquivou o caso. "Agora vamos entrar com um recurso na Corte de Strasburgo", anuncia Luigi.
Esperando ser chamado pela Corte Européia, Luigi prepara seu dossiê de muitas páginas contra a Igreja. Padre Enrico prefere o silêncio e o recolhimento na companhia do Cristo e dos santos.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1148797-4005,00.html
Nova droga atinge os pobres da Argentina
Buenos Aires enfrenta a expansão do consumo de "paco", substância destrutiva feita de pasta de cocaína
Jorge Marirrodriga
Em Buenos Aires
Um dia María Rosa González não agüentou mais. Depois de ver como, em poucas semanas, seu terceiro filho, Jerónimo, um jovem de 19 anos, emagrecia de maneira alarmante, não tomava banho e praticamente não dormia, um dia decidiu segui-lo pelos becos emaranhados de uma favela na periferia de Buenos Aires, chamada oficialmente de Vila de Emergência 15, mas que todos conhecem como Cidade Oculta.
"Eu não sabia nada sobre essa droga. Para mim foi novidade", diz a mulher, enquanto lembra como encontrou seu filho sentado no chão e fumando uma espécie de cigarro que lhe provocava uma reação imediata de bem-estar que durava apenas alguns minutos.
Para María Rosa era novidade, para Jerónimo, nem tanto. Fazia apenas algumas semanas que havia fumado seu primeiro "paco" --como é chamado popularmente o cigarro de pasta de cocaína--, uma droga potente que surge do fundo dos recipientes onde se fabrica a cocaína e que está causando estragos entre a população mais pobre da capital argentina e da província de Buenos Aires.
Há dez dias o governador Felipe Sola fez um apelo dramático para o combate ao paco: "Está matando nossos adolescentes nos lugares mais humildes". Mas os parentes das vítimas dessa nova droga e os responsáveis pelo combate ao narcotráfico advertem que ela também está vitimando crianças menores de 10 anos.
Um paco custa 1 peso --menos de 0,25 euro-- e está ao alcance de qualquer um, não importa a idade. "Fumando-se uma única vez, provoca uma forte angústia que leva a voltar a fumá-lo. Ativa com força o sistema de recompensa do cérebro", diz Norma Vallejo, catedrática em toxicologia indicada pelo presidente Nestor Kirchner como número dois da Secretaria de Programação para a Prevenção do Vício em Drogas e o Combate ao Narcotráfico (Sedronar). "Das substâncias que circulam pela rua é a droga que provoca maior deterioração em menos tempo", adverte.
A droga é barata e seu efeito é imediato, uma tentação difícil de recusar para milhares de jovens e crianças cuja realidade cotidiana é um beco sem saída. O paco fez sua aparição na Argentina em 2002, depois da crise econômica e institucional que deixou o país à beira do caos e mergulhou na pobreza uma parte importante da classe média.
"Os narcotraficantes perceberam que com a desvalorização do peso em relação ao dólar as pessoas não tinham mais dinheiro para lhes pagar, e decidiram aproveitar os restos da fabricação de cocaína e vendê-los justamente nos arredores das cozinhas, os laboratórios clandestinos onde se elabora a cocaína", indica o doutor Eugenio Nadra, coordenador do conselho científico do Sedronar.
María Rosa experimentou em sua casa humilde outro efeito do paco. Começaram a desaparecer todos os tipos de coisas --inclusive as de valor ínfimo--, que seu filho vendia para conseguir outro cigarro. "Ele faz esquecer a realidade de forma imediata, e além disso se pode fumar. E, é claro, ninguém fuma um só", explica Norma Vallejo.
E um peso depois do outro são muitos pesos em grupos de população cujas famílias sobrevivem com menos de 400 pesos por mês e às vezes com 200. "Eles vendem absolutamente tudo", afirma a mãe do jovem toxicômano. "Eu vi entrar na Cidade Oculta rapazes de classe média bem vestidos e saírem praticamente nus. Venderam tudo para conseguir outro paco."
A criminalidade dispara e às vezes os pequenos "transas" (traficantes) se transformam em donos do lugar. Todos estão dispostos a dar ao "camelo" local qualquer coisa em troca de um cigarro de pasta de cocaína, sejam pertences, uma surra em um terceiro ou um favor sexual a quem quer que seja.
"Os chamamos de mortos-vivos. Vão caminhando tão magros e com os olhos fundos...", diz María Rosa González. Jerónimo passou de 70 quilos para apenas 46. "Os consumidores de paco não comem porque deixam de sentir fome. O pobre se droga porque tem o estômago vazio, o rico porque tem o espírito vazio", diz o doutor Nadra.
Na Argentina é chamada de "droga dos pobres" e seu consumo se concentra fundamentalmente, por enquanto, na área ao redor da capital argentina. O que fez disparar todos os alarmes é a rapidez vertiginosa com que se expande. Os números não-oficiais oscilam entre 30 mil e 70 mil consumidores.
"Aumentou 200% em quatro anos e é muito perigosa. O desencanto, quer dizer, o momento em que o viciado toma consciência de que tem um problema perigoso com uma droga, costuma ser de quatro anos, mas com o paco ocorre em apenas nove meses. O problema é que muitos não chegam aos nove meses", salienta Mónica Neuenburg, especialista em dependência química da Fundação Manantiales, um centro de diagnóstico e tratamento de dependências com sedes na Argentina, Uruguai e Brasil.
"Quando passa o efeito, depois de sete ou oito minutos, a depressão que o fumante sofre é simplesmente intolerável. Ele está disposto a tudo para voltar a fumar."
Podem-se fumar 20, 30, 50 ou 100 cigarros de pasta de coca. O limite não é o próprio corpo, mas, na maioria dos casos, o bolso. Neuenburg acrescenta que os fumantes de pasta de coca também começam a sentir um medo permanente de ser mortos. No final, a deterioração física aguda é apenas um reflexo da deterioração mental.
Com todos os elementos contra, há pessoas que decidiram não se render à nova droga. No mesmo dia em que descobriu Jerónimo fumando paco, María Rosa começou a percorrer todas as instâncias possíveis para conseguir que seu filho saia do túnel. "Caminhei por todos os lados, falei com todos e não tive resposta, mas finalmente consegui um tribunal que obrigou meu filho a se internar."
Jerónimo passou dez minutos contados no centro de reabilitação. Os responsáveis da instituição explicaram à mãe que não podiam obrigar o jovem a permanecer ali contra sua vontade. Ela experimentou mandá-lo morar com a avó no Pampa, no sul do país, onde não existe paco.
"Voltou decidido a fumar. Em dez dias perdeu 15 quilos. Não dá para contar, é preciso vê-lo. É impressionante como a droga o consome: desnutrido, desidratado, com os pés cheios de bolhas."
Desesperada, voltou para sua casa e pensou em um novo plano. E descobriu um que na Argentina não é tão novo, mas tem eficácia comprovada. Acompanhada de outras mães cujos filhos estavam viciados em paco e de moradores da Cidade Oculta fartos da situação no bairro, bloquearam uma via importante, a Avenida Perón.
"Vieram os meios de comunicação. Não sabiam nem por que estávamos ali. Contamos sobre o paco e o que está acontecendo." E Buenos Aires abriu os olhos.
Há dois meses e meio Jerónimo está internado em uma comunidade de reabilitação. Recuperou peso e sabe que é um afortunado. Teve mais sorte que algumas meninas de 9 anos que diariamente se arrastam diante da casa onde vive sua mãe, acorrentadas a um pesadelo que são incapazes de compreender e que as obriga a buscar a droga quando na sua idade outras ainda pensam em bonecas.
"Nunca falamos com Jerónimo sobre o que acontecia, porque ele ia embora", lembra María Rosa. E agora, o que ele diz do paco? "Repete uma coisa: ele o seduz, o prende e o mata."
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2006/03/01/ult581u1592.jhtm
Gigantesco asteróide poderá colidir com a Terra em 2102
da France Presse, em Paris
Um asteróide de 500 metros de comprimento e um bilhão de toneladas poderia colidir com a Terra no início do próximo século, causando uma destruição maciça no planeta, declarou nesta quinta-feira um especialista da Nasa (agência espacial americana).
O impacto do asteróide --denominado '2004 VD17'-- parece ser uma remota possibilidade, da ordem de uma em mil, segundo os cientistas, mas caso ocorra, liberaria 10 mil megatons de energia, ou seja, o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta.
O risco potencial representado pelo asteróide foi rapidamente manifestado após a descoberta da grande rocha cósmica, em 27 de novembro de 2004.
As chances de uma colisão com a Terra, em 4 de maio de 2102, foram avaliadas na ocasião como uma possibilidade de uma em 3.000.
Novas observações e cálculos complementares aumentaram o risco a "pouco menos de um por 1.000", disse David Morrison, especialista da Nasa especializado em corpos celestes próximos da Terra em um texto difundido por correio eletrônico.
O '2004 VD17' é o asteróide com as maiores chances de entrar em colisão com a Terra, como muitas vezes foi especulado em romances e filmes de ficção científica.
"O risco de um impacto no próximo século é mais elevado que no caso de qualquer outro asteróide conhecido", disse Morrison, destacando, no entanto, que a possibilidade é muito pequena.

Quando a Microsoft diz que a próxima versão do Office é a revisão mais importante em mais de uma década, a empresa de Bill Gates não está brincando. Novos formatos de arquivo padrões baseados em XML e uma grande mudança na interface visam a tornar o pacote de produtividade dominante do mercado mais flexível e acessível do que nunca. Usuários veteranos talvez achem os ajustes da nova versão, de codinome Office 12, perturbadores. Os testes com o primeiro release beta, no entanto, mostram que esses ajustes valeram a pena. A edição final está prevista para 2006.
Um novo visual
Antes da liberação limitada do beta técnico, a Microsoft havia feito um preview da nova e surpreendente interface do Office. No lugar das barras de ferramentas e menus drop-down da maioria dos aplicativos do pacote, os usuários agora recebem um conjunto de guias que a empresa chama de ribbon – uma barra de ferramentas de aproximadamente 2,54 centímetros de altura que exibe diversas funções relevantes para a guia selecionada. Se você clica na guia Write no Word, por exemplo, o ribbon fornece opções de fonte e formatação, bem como as funções familiares de recortar, colar e localizar/substituir que ocupavam o menu Editar. Diversas funções, porém, ainda residem em menus que aparecem quando você clica nas setas para baixo no ribbon ou do lado do botão File localizado à esquerda das guias.
Ao contrário do Windows XP, que permite aos usuários reverter para o menu Iniciar e o Painel de Controle de versões anteriores do Windows, o Office 12 não oferece opção de interface legada, decisão que provavelmente irritará quem se acostumou à antiga cara dos aplicativos do Office.
Novos formatos de arquivos
É nos bastidores, no entanto, que está uma mudança talvez ainda mais significativa do que a reformulação da interface – a substituição dos atuais formatos de arquivo proprietários da Microsoft por novos baseados em XML, designados pelo acréscimo da letra x às tradicionais extensões de nome de arquivo (.DOCX em vez de .DOC, .XLSX no lugar de .XLS e assim por diante). Esses novos formatos Office Open XML aprimoram os predecessores de várias maneiras. Para começar, são mais compactos. Quando salvamos um arquivo do Word 2003 não modificado como um arquivo .docx, ele ficou com menos da metade do tamanho anterior. E, visto que os formatos Office XML se baseiam em formatos XML e ZIP, deverão ser mais acessíveis universalmente para outros aplicativos à medida que os desenvolvedores começarem a incorporar aos seus programas os esquemas XML da Microsoft. Esses esquemas fornecem os detalhes de programação necessários para a interpretação de documentos XML. A empresa já ofereceu versões de esboço desses esquemas e propôs o Office XML como um padrão aberto para o organismo Ecma International, sem pagamento de royalty.
O Office 12 permite leitura e gravação nos formatos Office 2000 e 2003 e, pela primeira vez, que arquivos sejam salvos como PDFs para leitura. A Microsoft também promete extensões que os usuários dos Offices 2000 e 2003 poderão baixar gratuitamente para criar, abrir, editar e salvar arquivos Office XML. Quando usuários das versões legadas tentarem abrir um arquivo Office XML, serão direcionados para o site de download. Considerando-se que cada arquivo Office XML é, na verdade, uma coleção zipada de arquivos componentes (texto reside em um componente, atributos de texto estão em outro, comentários de revisores em um terceiro e assim por diante), você pode alterar facilmente estes atributos. Basta mudar a extensão do Office XML para .ZIP, abrir o arquivo com qualquer utilitário de descompactação e remover ou substituir arquivos componentes. Você pode inserir rapidamente um novo subarquivo de estilo (criado por programadores ou simplesmente copiado de outro documento Office XML) sem fazer mudanças no texto.
Nos testes com o Word, inicialmente ficamos confusos com o reposicionamento de recursos. Em alguns casos, precisamos clicar mais para obter funções que antes poderíamos ter acessado pelas barras de ferramentas. Felizmente, a Microsoft manteve os controles de teclado padrões (F12 para Salvar Como, por exemplo). Outros recursos novos compensam ter de aprender uma interface diferente.
O principal acréscimo é a capacidade de visualização em tempo real (Live Preview). Quando você pára o mouse sobre um formato – uma nova fonte ou um novo estilo de parágrafo, por exemplo – no ribbon, a mudança aparece em seu documento antes que você a aplique. Este recurso, que economiza tempo, está disponível no pacote para diversas opções. Um ponto negativo: o ribbon ocupa espaço na tela e seu tamanho não é ajustável. Então, quanto maior a tela do monitor, melhor.
Outra modificação de interface significativa no Word está na barra de ferramentas Status, na parte de baixo da janela. Esta barra de ferramentas, que mostra o número de páginas e a página corrente de um documento, agora também exibe contagem contínua de palavras e uma barra de zoom deslizante para ajustes a partir da visão padrão de 100%. Um acréscimo igualmente bem-vindo no Word, no Excel e no PowerPoint é o Document Inspector (sob File/Finish). Este recurso busca texto oculto que você não quer que outros vejam – comentários, o nome do dono do documento e coisas do gênero – e se oferece para remover parte desse material ou todo ele.

A mágica de encolher arquivo do Office XML é particularmente admirável no PowerPoint 12. Um único slide contendo uma foto e imagens que ocupava pesados 5 MB no formato de arquivo padrão do PowerPoint 2003 encolheu para modestos 610 KB (cerca de 0,6 MB) no novo formato .PPTX.
O uso do ribbon pelo PowerPoint 12 proporciona uma sensação de controle ausente em versões anteriores. Clicando em Effects no ribbon Design, por exemplo, você transforma uma lista com marcadores rudimentar em um diagrama lógico — e depois, rapidamente, embeleza o diagrama com um efeito 3D ou de brilho usando outras opções no mesmo ribbon. Em versões anteriores do PowerPoint, essas opções estavam enterradas em um labirinto de múltiplos menus.

Um sorriso toca de leve aqueles lábios. Enigmático, misterioso, dúbio.
Depois vou publicar aqui uma matéria sobre o sorriso de Monalisa...
Deixar no suspense... hueihueihuei

Se, ao cair, a criança bate o joelho, a mãe sente um tremor involuntário. Há uma explicação plausível para o talento materno no compartilhamento da dor. Tania Singer, do University College de Londres, "maltratou" 16 jovens casais com leves impulsos elétricos. Enquanto os casais recebiam alternadamente pequenos choques na mão, a pesquisadora media num tomógrafo a atividade no cérebro das mulheres. A simples observação do sofrimento da pessoa amada ativava no cérebro feminino as mesmas áreas de percepção acionadas quando elas próprias sentem dor. Apenas as regiões do cérebro que auxiliam na avaliação do local e da intensidade do estímulo permaneceram inativas durante a observação. A compaixão feminina também não vai tão longe assim! E a masculina? A esse respeito, a pesquisadora se cala.
Método que mede o fluxo sangüíneo no cérebro indica que o sistema límbico, ligado à emoção, sofre blecaute durante o clímax sexual das mulheres.
A curiosidade dos pesquisadores do cérebro não tem fronteiras. Afinal, todo drama humano acontece na cabeça - e muitas vezes também atrás das portas de alguns laboratórios.
No laboratório de Gert Holstege, na Universidade de Groningen, Holanda, é possível ouvir gemidos. Pois o médico estuda, por meio da tomografia por emissão de pósitrons (PET), a atividade cerebral do homem e da mulher no momento do clímax sexual. O método adotado na pesquisa mede o fluxo sangüíneo no cérebro.
Holstege chegou ao seguinte resultado: durante o orgasmo, boa parte do cérebro feminino se desliga. Uma parte do tronco encefálico, conhecida como área tegmentar ventral (também ativa em pessoas sob o efeito de drogas) e o cerebelo continuam a trabalhar timidamente, mas o grande centro relacionado à emoção, o sistema límbico, permanece inativo durante o clímax.
O pesquisador ainda não tem uma explicação plausível para o "blecaute". Principalmente porque a comparação com o sexo oposto permanece falha: a medição por PET precisa ser mais refinada para o orgasmo masculino, que dura menos que o feminino.
http://www2.uol.com.br/vivermente/conteudo/noticia/noticia_44.html
|
"Quero ser feliz independente do que os outros possam ou tentem interferir a minha vida!!!
Minha felicidade não dizer respeito a ninguém..."
Anne César
P.S.: me refiro a quem não é chamado... e fala de mim sem saber... não me refiro a amigos!!!
Os seus beijos tem gosto amargoQuando voce suja seus lábios Com mentiras, com mentiras. Voce diz que eu estou te fazendo mal,Que com o passar dos anosEstou me tornando mais cruel. Nunca acreditei que iria te verRemendando as minhas feridasCom retalhos de sua pele Meu coracao aprendeu contigoMeu coracao aprendeu contigoNao me cobre, pois nao saberei te pagar. Voce tem me ensinadoVoce tem sido minha professora para me fazer sofrerSe alguma vez fui mal, aprendi com vocêNao diga que nao entende como eu posso ser assimSe estou te fazendo mal, aprendi com voceVoce tem me ensinado,Condeno minha inocencia e te condeno,Maldita a professora e maldito o aprendiz,Condeno o que eu faco e isso eu devo a voce. Os seus carinhos doem, porque eu notoQue suas maos sao cristais quebradosDebaixo de meus pés
Alejandro Sanz
Classificação: 
Valor médio: R$50,00
Comparar preços
chegando meu aniversário... não seria uma má ideia!!! hueihuei
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Luís Fernando Veríssimo
Era uma vez um homem chamado Sidnei, que acompanhava um amigo à banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento profundamente rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sidnei sorriu e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, Sidnei perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim".
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?"
- Pois é!
- E por que você é tão educado, já que ele é tão grosseirão?"
- Por que não quero deixar que ele decida como eu devo agir!!!
Nós somos nossos `próprios donos`, não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da impaciência e da raiva dos outros, de pessoas azedas, que chupam limão nas primeiras horas do dia! Eu é que decido como será o meu dia, os níveis de minha educação e principalmente a qualidade e a intensidade do meu humor! Não são os ambientes que nos transformam. Nós é que devemos transformá-los.
estou passional... 
Já deve ter acontecido com você.
— Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele esta ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
— Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos entre pessoas educadas. Você deveria ter vergonha. Passe bem. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem. Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
— Não me diga. Você é o... o...
"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
— Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa "não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!". É uma maneira simpática de você dizer que não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve a insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
— Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:
— Há quanto tempo!
Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.
— Então me diga quem sou.
Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, e falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:
— Pois é.
Ou:
— Bota tempo nisso.
Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como jabs verbais.
— Como cê tem passado?
— Bem, bem.
— Parece mentira.
— Puxa.
(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)
Ele esta falando:
—Pensei que você não fosse me reconhecer...
—O que é isso?!
—Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.
—E eu ia esquecer de você? Logo você?
—As pessoas mudam. Sei lá.
— Que idéia. (é o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)
— É incrível como a gente perde contato.
— É mesmo.
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
— Cê tem visto alguém da velha turma?
— Só o Pontes.
— Velho Pontes! (Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)
— Lembra do Croarê?
— Claro!
— Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.
— Velho Croarê. (Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)
— Rezende...
— Quem?
Não é ele. Pelo menos isto esta esclarecido.
— Não tinha um Rezende na turma?
— Não me lembro.
— Devo esta confundindo.
Silêncio. Você sente que esta prestes a ser desmascarado.
Ele fala:
— Sabe que a Ritinha casou?
— Não!
— Casou.
— Com quem?
— Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador . Você esta tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?)
— Claro que conheci! Velho Bituca...
— Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
— E não avisou nada?
— Bem...
— Não. Espera um pouquinho. Todas essas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, O Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?
— É que a gente perdeu contato e...
— Mas meu nome tá na lista meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.
— É...
— E você acha que eu ainda não vou reconhecer você. Vocês é que se esqueceram de mim.
— Desculpe, Edgar. É que...
— Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam. ( Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele esta na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!".)
— Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
— Certo, Edgar. E desculpe, hein?
— O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.
— Isso.
— Reunir a velha turma.
— Certo.
— E olha, quando falar com a Ritinha e o Manuca...
— Bituca.
— E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?
— Tchau, Edgar!
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo.
Texto extraído do livro "As Mentiras que os Homens Contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 13.
Luís Fernando Veríssimo
|
|
||||
|
||||
|
||||